8 de set de 2014

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Há meses que não escrevo nada, há meses que não paro pra transcrever ou colocar pra fora tudo que venho carregando por todo esse tempo.
Existem tempos difíceis, tempos de alegria e felicidade, tempo do silêncio, tempo do sofrimento.
Não me escondo atrás das palavras que são escritas e não ditas, não seja a minha defesa, ou seja... sei lá!
Quantas vezes temos que nos reinventar? Quantas serão ou são as tentativas não frustradas até que exista um acerto?
Qual é o grau de ânimo que temos que tomar para poder levantar a cada dia?
Quantas serão às vezes em que pensamos em fazer algo e no meio do caminho pensamos melhor e deixamos de fazer?
O silêncio também diz.
Minhas mãos podem estar longe de muitas coisas e nem alcança-las em muitas das vezes.
Eu não sei a resposta de muitas das perguntas, que eu mesma me faço.
Não sou feito de certezas, mas, de convicções.
Tenho me resumido em muitas das vezes na comunicação não verbal, até mesmo pela preguiça de discussões desnecessárias ou expor coisas também desnecessárias.
O olhar para dentro de si e perceber as potencialidades, isso é um desafio.
Me deixa com o silêncio, me deixa com as meias palavras, ou simplesmente me deixa no meu canto em silêncio.
Se quiser se aproximar saiba como fazer, eu não sou um mistério difícil de desvendar.
Não faça das palavras algo vazias, prefiro que demonstrem mais do que digam, o discurso não me convence, é necessário algo bem maior.
Não peço grandes encenações teatrais, apenas atitudes que transmitam e demostrem o que está querendo ser transmitido, eu conheço a essência das coisas, só me faço de tolo ou “lerdo”.
Sigo observando, sigo a diante, não espero nada de ninguém até mesmo pra não criar falsas expectativas e esperanças em algo que no fim será frustrada de uma forma ou de outra.
Não me leve na conversa, porque isso não será o suficiente como eu disse antes...
Como é bom poder me expressar, colocar pra fora, mas, sem ter que ferir alguém com as minhas palavras, pode não parece grosseria, apesar deu ser um grosseiro em algumas vezes...
Faço da vida como uma tela em branco, a qual eu quero brincar com ela, quero sentir ela, quero experimentar, quero me borrar, quero observar... não me entenda apenas nas entrelinhas, isso é tão raso, tão superficial...
Sou “complexo” apenas para aqueles me julgam dessa maneira e se você me julga dessa maneira, de fato você não tem nenhuma afinidade comigo ou não me conhece o suficiente, afinidade não se criar com anos, e sim com o despir da alma, quanto você despiu a sua alma para que eu despisse a minha para que você pudesse vê-la?

Perguntas e mais perguntas... esse sou eu, o grande questionador o que não aceita as coisas muito bem, mesmo que não precisa dizer.

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