26 de dez de 2012

Contos Secretos de Verônica capítulo 13 a parte final (Sereia)


Em meus ouvidos está o fone de ouvido e as minhas regueiras no meu mp4, a seleção dessa vez foi pesada, de Bob até Ponto.
Enquanto as meninas estão dentro do mar, eu fico aqui apenas observando toda essa paisagem.
Fazia muito tempo que eu e as meninas não viajávamos para o litoral.
Ondas e arrebentações, mais o som do mar ao fundo é algo que me transporta para outro mundo.
Eu havia prometido para Bruna e a Fernanda de passarmos um final de semana no litoral, estou precisando pegar um cor estou muito branca, dizem que o sol da praia faz bem pra saúde estou acreditando nisso.
Lá vêm as duas figuras saindo do mar, combinamos de irmos almoçar num restaurante de frutos do mar próximo a praia mesmo, não sou muito fã desse tipo de comida, mas, não recuso uma boa porção de camarão e um pouquinho de limão por cima pra dar aquele saborzinho.
Como de ritual pedimos umas cervejas e brindamos a nossa saúde e as realizações para o próximo ano.
Nós estamos hospedadas no AP da irmã da Bruna, lá é grande e tem uma piscina, para nós três é tipo uma mansão comparada com o meu AP na Augusta.
Nossa viagem foi depois do natal, até porque a Fernanda trabalhou na véspera e conseguiu uma folga pra virada do ano.
As cidades do litoral ficam entupidas nessa época, até pra comprar um pão na padaria leva horas numa fila, o importante de que até de horas como essas fazemos tudo virar uma diversão.
...
Depois de muito sol, água, e praia chegamos finalmente no dia 31 de dezembro de 2012, esse é o último dia do ano; nós temos uma “mania” de todo término e começo de ano escrever o que queremos realizar no ano seguinte, chegou a hora de lermos o que escrevemos no ano passado sobre as perspectivas e objetivos para 2012.
Rimos muitos como a nossa caixa de desejo, e podemos perceber que a coisa em comum entre a gente foi que pudéssemos compartilhar mais coisas juntas e realmente isso aconteceu.
Não vou entrar em detalhes mais pessoais que cada uma escreveu; eu consegui o meu emprego e ajudar alguém (Bernadete) achei uma pena ela não poder vim, mas, com certeza numa próxima ela estará conosco.
Depois de feito esse ritual chegou o momento de nos trocarmos e colocar as nossas roupas novas para a virada do ano; eu que não vou passar vestida toda de branco, eu não quero ser a loira do banheiro e nem uma mãe de santo!
E não queiram saber qual for a cor da minha calcinha, que coisa feia meninos, se enxerguem né?!
A Bruna convidou algumas pessoas que conhece por aqui, como de costume os meninos ficaram responsáveis pelas bebidas e nós por alguns salgados.
Nessa dos meninos trazerem bebidas, eu vi de tudo, desde de Vinho do porto até Absolut, deixei a minha câmera carregando porque eu não quero perder por nada  os PTs que vão rolar.
Ai meu deus, a Fernanda tá toda de vermelho, essa tá querendo uma paixão porque não é possível, até o salto é vermelho, unha vermelha e lê lê.
Eu soube por parte da Bruna que ela até convidou um professor de surfe, um salva vidas... isso aqui tá mais parecendo uma despedida de solteiro do que qualquer outra coisa, de repente o Mario resolva colar com o Luigi pra salvar a princesinha!
Hehehehehe
Como vocês sabem, eu aprecio um bom vinho e acabei fazendo uma certa amizade com um dos meninos que trouxe um vinho Bordeaux, tivemos um tempo pra falar sobre um pouco de vinhos e literatura estrangeira, falamos também sobre séries de tv de gostávamos de assistir, ele comentou sobre The Walking Dead, eu tinha falado que ainda não tinha visto e ele me zuou falando que eu estava atrasada, eu disse tudo bem não me amarro muito a isso.
Ah! O nome dele é Caio, menino gente fina, gostei dele...
Enquanto isso a Bruna fiscalizava tudo pra que nada fugisse do controle e a Fernanda dançava feito uma doida a som de Skrillex, praticamente todos os meninos da festava estavam pagando um pau pra ela, isso é normal praticamente todas as vezes que resolvemos sair pra alguma balada é a mesma coisa.
É impressionante quantas pessoas a Bruna conhece, parece uma deputada ou algo desse tipo; estamos próximo da meia noite eu e o caio continuamos a conversar...
A Fernanda vive a base de energéticos é impressionante!
Oh menina elétrica tá louco!
Há alguns minutos para meia noite o caio me beija... ficamos da varanda do AP observando as estrelas e mar que agora estava escuro, foi o tempo de olhar para o relógio e ver a hora, faltavam cinco minutos para a meia noite.
Pedi um minuto para o caio para que eu pudesse procurar a Bruna para avisa-la... eu a encontrei na cozinha abrindo as garrafas de champanhes, nessa brincadeira já restava dois minutos para meia noite, eu pude perceber que o Caio estava vindo em minha direção, ele ajudou abrir as garrafas que ainda faltavam...
Foi o tempo de a Bruna ir até o meio da sala e desligar o som, e se abriu a contagem... minutos depois estávamos nós três no meio da sala abraçadas, desejando um ano maravilhoso pra cada uma, depois abracei o Caio e fomos para a varanda, quer dizer, tudo mundo foi para a varanda ver a queima de fogos, a queima de fogos demorou uns 10 minutos.
Chamei as meninas para gente ir ao mar fazer os nossos pedido e dar uma volta pelo o calçadão, o Caio acompanhou a gente contei pra ele um pouco das coisas que a gente faz em São Paulo, ele prometeu em me ver nos próximos dias antes da nossa volta para São Paulo, eu disse pra ele que melhor não... prometi que entraria em contato com ele quando o quisesse vê-lo, não quis o ofender, apenas não quis dar falsas esperanças pra ninguém.
Tinha que me focar daqui três dias eu estaria de volta a São Paulo, as meninas já me conhecendo nem se queixaram da minha atitude, a Bruna conheceu o Caio através de um amigo deles em comum, com certeza terá um contato novamente.
Bom pessoas esse foi o meu ano novo, espero que o ano novo de vocês tenha sido maravilhoso também, assim que chegar em São Paulo eu escrevo mais pra vocês.
Quero agradecer por vocês terem me aturado nesse ano de 2012, que a luz da paz e amor brilhe sobre a vida de cada um de vocês.
Beijos Verônica.

...











Pela primeira vez na vida eu pensei que iria perdê-la de verdade.
Tudo foi muito rápido, eu e a Fernanda não sabemos o que fazer, a Fernanda não para de chorar... Ai como o barulho desse aparelho me incomoda!
Não ligarei para a Bernadete, não quero trazer mais problemas para ela e para a senhora Filomena...
Sua burra porque você fez isso com a gente?
Agora você tá ai cheia de aparelhos, que merda!
Eu tenho que me controlar se não a Fernanda vai perder o chão... tenho que me manter forte... sua idiota!
Pelo menos você me fez me tornar forte para momentos como esses...
Eu devo estar super irritada ou realmente esses médicos adoram fazer com que a gente fique angustiada, espero uma noticia, não sei se devo ligar para a mãe dela...

17 de dez de 2012

Contos Secretos de Verônica capítulo 12 (Streets Bloom)


Como eu havia prometido a Bernadete, ela veio até a minha casa.
Ela pode reparar nos meus LP’S , CDs, DVD’s,  fotos na cabeceira da cama, quadros espalhados pelo quarto e sala.
Nós tivemos tempo o bastante para relatarmos um pouco mais das nossas vidas, apesar da nossa diferencia social, no fundo somos quase irmãs; irmãs que não tivemos.
A história de vida de nós duas é cheia de marcas, arranhões feitos por muita dor; ter sido abandonado pelo meu pai e com a minha mãe tendo de preencher os dois papéis foi muito difícil no inicio pra mim.
É muito duro para uma criança, não ter esse respaldo de uma figura masculina na sua vida, porque ele acaba sendo a pessoa que te impõe uma autoridade maior do que a mãe.
A minha mãe, a sua mãe (leitor) e a mãe da Bernadete só muda de endereço, as reações e as privações são praticamente as mesmas.
Ela sempre vai nos orientar com quem andar e não andar, vai ser o toque mais doce e sutil dentro de casa, vai ser a mulher que você deseja ser quando for adulta, talvez não no que diz respeito a ser subjugada, humilhada, traída; mas, tudo se justifica com o amor e a dedicação aos filhos.
Eu e a Bernadete falamos muito sobre as nossas mães e, de como nós não gostaríamos ter que passar pelo o que elas passaram.
Muitas vezes eu me questiono se ter me tornado uma mulher depende foi a melhor escolha pra mim, mas, quando eu olho pra minha mãe eu vejo que esse caminho é o melhor sem dúvida alguma, hoje eu tenho o meu apartamento, tá que não é grande coisa, só que é meu.
Não quero ser um espelho para Bernadete no que se diz respeito de sair de casa e tentar a sua vida sozinha, o que eu pude orientar em questão é de quando ela for tomar essa atitude que esteja  muito segura de si.
Expliquei de como é muito importante a minha amizade com a Bruna e com a Fernanda, falei um pouco de como são as coisas na faculdade e no meu trabalho de fotografa, trabalhar perto de casa é uma puta vantagem.
Quando se tem alguém pra se compartilhar as coisas, tudo fica mais leve, não tenha dúvida disso.
Depois de uma longa conversa sobre muitos assuntos e garrafas de vinhos pelo chão da sala, e de ter escutado muitos CD’S e LP’S, nos sentimos muito cansadas; eu tenho um colchão extra guardado e o cedi para que a Bernadete pudesse dormi na sala, peguei alguns edredons, ela ficou toda empacotada, fomos dormi já era quase 4 horas da manhã de um sábado para domingo chuvoso; prometi que se o tempo não estiver chovendo eu iria leva-la pra conhecer o Parque do Trianon e o vão do MASP, eu aproveitaria para tirar algumas fotos dela e com ela.
Foi difícil levantar cedo, o domingo estava nublado e aquele friozinho típico do mês de Dezembro, a Bernadete acordou de bom humor e super animada com a ideia de sair pra conhecer um pouco mais da região e de tirar algumas fotos.
Havia chovido a madrugada toda, eu não estava no melhor dos meus dias em questão de coragem pra fazer algo, decidi tomar uma ducha quente pra ver se o ânimo iria se possuir de mim.
Bernadete foi arrumando as coisas deixando tudo no lugar, ela queria prepara o café da manhã, eu lhe dei algumas coordenadas pra ela poder adiantar um pouco as coisas para o café da manhã.
Por incrível que pareça não acordamos muito tarde, era 11 da manhã e é de hábito já acorda ligando o rádio, decidi colocar o meu mp4 com a seleções de algumas músicas que iam de Chico Buarque à Pearl Jam.
O banho foi algo formidável pra mim, revigoro as minhas energias... tomamos o nosso café da manhã e a Bernadete decidiu tomar banho também, emprestei uma toalha para ela, enquanto ela tomava o seu banho eu preparei a minha câmera, peguei a minha blusa vermelha de capuz uma calça jeans e o meu all star marrom.
Assim que a Bernadete terminou o seu banho e se trocou, pegamos o caminho da rua, já era por volta das 13h30min, subimos a Augusta e em menos de 5 minutos já estávamos na paulista toda decorada para as festas do fim de ano, a Bernadete se virou e me falou que era a primeira vez que via de perto essas decorações que antes só via pela TV, então vocês já imaginem como foi à reação dela ao ver Avenida Paulista toda decorada, andamos em direção ao Trianon para fazer uma sessão de fotos e usaria a Bernadete como a minha modelo, como de costume houve muitas risadas, porque a Bernadete não sabia quais poses fazer, eu tive que ir falando as poses pra ela fazer, depois de ter terminado a sessão de fotos especiais com a Bernadete continuei tirando fotos desde das decorações da Avenida como de um grupo que tocava dentro do Parque; expliquei um pouco pra ela sobre a existência do parque no meio de tanto concreto e assas falto, me senti uma guia turística (risos) foi bem engraçado.
Depois fomos para o vão do MASP, onde também aproveitei e tirei algumas fotos dela e de tudo ao redor, lhe contei um pouco do MASP e das muitas manifestações que até hoje acontecem no vão, depois de mais fotos e risadas fomos dar uma conferida bem rápida na ferinha do Trianon, ela se apaixonou por um monte de coisa, eu decidi em lhe dá uma mandala de recordação.
Tínhamos que voltar pra casa, estava dando a hora de Bernadete ir pra casa, já ia dar 16h00min, ela voltou pegou as suas coisas e decidi fazer um pedido de um yakissoba antes dela ir; ela me disse que nunca havia comido, acabei achando justo dá pra ela essa experiência.
Ela acabou adorando tudo durante o final de semana, como dá última vez creio que trouxe pra ela novas experiências para a sua vida e quem sabe ampliei um pouco mais a sua visão.
Assim que ela chegou em casa me ligou avisando que correu tudo bem na sua volta.
A Bernadete tem me mostrado um lado mais humano em mim.
Beijos a todos
Verônica