2 de abr. de 2013

The King



Eu poderia ser o rei de quatro reinos, mas, do que me adiantaria ter todo esse poder?
Eu poderia ter os melhores cavalheiros e guerreiros, mas, do que me adiantaria se eu não tivesse uma família?
Do que adiantar ter um lindo quarto e uma cama imensa, se eu não tenho quem possa me esquentar durante a noite?
Muitas foram às lutas que lutei, muitas foram às batalhas que venci e que perdi, tenho tantas marcas pelo corpo, minha alma se assusta durante a noite isso é resultado de memorias estranhas dos campos de batalhas.
Não se pode ser um grande rei, sem antes ter uma grande rainha ao seu lado.
Demorei muito pra encontrar a minha rainha, cavalguei por muitos lugares, visitei terras estranhas, conheci lindas donzelas, mas, nenhuma permaneceu desejando ser a minha rainha.
Foram oferecidas tantas coisas, nunca desejei que tivesse uma rainha por força ou imposição; para se tornar minha rainha tem que se sentir a vontade e desejar compartilhar o meu reinado.
Desejo ter uma linhagem abençoada.
Depois de muita procurar, creio que possa ter encontrado essa rainha, sei que são tempos difíceis muitas das vezes serão necessário eu passar um tempo longe, esse é um peso de ser um rei e ter compromisso com as suas obrigações.
É bom tê-la ao meu lado, é você que suportar minhas loucuras, minhas revoltas, meus anseios.
Sou um rei complicado eu sei, porém, se tiver paciência vai poder observar e ver que eu sou um bom rei e que estou à frente do meu tempo.
Não me considero mal compreendido, apenas alguém com uma visão inovadora das coisas, as minhas conquistas são suas e as suas são as minhas.
Pode parecer que um reinado seja grande demais pra você, só que se você ver por além daquelas montanhas perceberá que é isso que o Criador tem para nós.
Sua companhia é conflitante, porém necessária e me faz refleti sobre minhas decisões e perceber que nem sempre existem decisões imutáveis.
As minhas noites ao seu lado são as melhores, senti o calor do seu corpo e poder deitar sobre ele e te beijar me faz sentir mais humano e não tão duro e intolerável assim.
Se a sua decisão for de realmente ficar, que você tenha consciência das lutas que estão por vim e das guerras que teremos de passar, algumas venceremos e algumas outras perderemos o importante é não desanimar.
Nem sempre um rei toma as decisões certas, por isso uma rainha existe para auxilia-lo e deixar a casa em dia.
Muitas serão as conquista e grande será o nosso reinado, que a nossa linhagem seja abençoada, forte e integra perante o Senhor.
Então, vamos reinar com sabedoria e virtude sempre.

Ass: Seu Rei

Quando escrever?



O poeta escreve sorrindo
O poeta escreve enquanto dorme
O poeta escreve chorando
O poeta escreve olhando para a natureza e a sua beleza
O poeta escreve quando se esta alegre
O poeta escreve quando esta triste
O poeta escreve quando vê a sua companheira tirando a roupa lentamente
O poeta escreve quando faz amor com sua companheira de alma
O poeta escreve quando as coisas estão difíceis
O poeta escreve porque, ele é o portar voz de Deus
O poeta escreve de madruga na frente do computador
O poeta escreve no seu caderno velho, enquanto esta passeando pelo parque num domingo à tarde
O poeta faz amor com os dedos
O poeta desnuda alguém com as suas palavras ao pé do ouvido
O poeta escreve pra se ver livre daquilo que te aprisiona
O poeta é poeta, porque ele pode escrever a qualquer momento independente das circunstancias
O poeta escreve quando vê a pureza de uma criança
O poeta nunca descansa, ele sempre está acordado, atento a tudo
Para o poeta não existe tempo ou espaço
Só existe a vontade e a necessidade
E você ainda me pergunta quando eu escrevo?

26 de dez. de 2012

Contos Secretos de Verônica capítulo 13 a parte final (Sereia)


Em meus ouvidos está o fone de ouvido e as minhas regueiras no meu mp4, a seleção dessa vez foi pesada, de Bob até Ponto.
Enquanto as meninas estão dentro do mar, eu fico aqui apenas observando toda essa paisagem.
Fazia muito tempo que eu e as meninas não viajávamos para o litoral.
Ondas e arrebentações, mais o som do mar ao fundo é algo que me transporta para outro mundo.
Eu havia prometido para Bruna e a Fernanda de passarmos um final de semana no litoral, estou precisando pegar um cor estou muito branca, dizem que o sol da praia faz bem pra saúde estou acreditando nisso.
Lá vêm as duas figuras saindo do mar, combinamos de irmos almoçar num restaurante de frutos do mar próximo a praia mesmo, não sou muito fã desse tipo de comida, mas, não recuso uma boa porção de camarão e um pouquinho de limão por cima pra dar aquele saborzinho.
Como de ritual pedimos umas cervejas e brindamos a nossa saúde e as realizações para o próximo ano.
Nós estamos hospedadas no AP da irmã da Bruna, lá é grande e tem uma piscina, para nós três é tipo uma mansão comparada com o meu AP na Augusta.
Nossa viagem foi depois do natal, até porque a Fernanda trabalhou na véspera e conseguiu uma folga pra virada do ano.
As cidades do litoral ficam entupidas nessa época, até pra comprar um pão na padaria leva horas numa fila, o importante de que até de horas como essas fazemos tudo virar uma diversão.
...
Depois de muito sol, água, e praia chegamos finalmente no dia 31 de dezembro de 2012, esse é o último dia do ano; nós temos uma “mania” de todo término e começo de ano escrever o que queremos realizar no ano seguinte, chegou a hora de lermos o que escrevemos no ano passado sobre as perspectivas e objetivos para 2012.
Rimos muitos como a nossa caixa de desejo, e podemos perceber que a coisa em comum entre a gente foi que pudéssemos compartilhar mais coisas juntas e realmente isso aconteceu.
Não vou entrar em detalhes mais pessoais que cada uma escreveu; eu consegui o meu emprego e ajudar alguém (Bernadete) achei uma pena ela não poder vim, mas, com certeza numa próxima ela estará conosco.
Depois de feito esse ritual chegou o momento de nos trocarmos e colocar as nossas roupas novas para a virada do ano; eu que não vou passar vestida toda de branco, eu não quero ser a loira do banheiro e nem uma mãe de santo!
E não queiram saber qual for a cor da minha calcinha, que coisa feia meninos, se enxerguem né?!
A Bruna convidou algumas pessoas que conhece por aqui, como de costume os meninos ficaram responsáveis pelas bebidas e nós por alguns salgados.
Nessa dos meninos trazerem bebidas, eu vi de tudo, desde de Vinho do porto até Absolut, deixei a minha câmera carregando porque eu não quero perder por nada  os PTs que vão rolar.
Ai meu deus, a Fernanda tá toda de vermelho, essa tá querendo uma paixão porque não é possível, até o salto é vermelho, unha vermelha e lê lê.
Eu soube por parte da Bruna que ela até convidou um professor de surfe, um salva vidas... isso aqui tá mais parecendo uma despedida de solteiro do que qualquer outra coisa, de repente o Mario resolva colar com o Luigi pra salvar a princesinha!
Hehehehehe
Como vocês sabem, eu aprecio um bom vinho e acabei fazendo uma certa amizade com um dos meninos que trouxe um vinho Bordeaux, tivemos um tempo pra falar sobre um pouco de vinhos e literatura estrangeira, falamos também sobre séries de tv de gostávamos de assistir, ele comentou sobre The Walking Dead, eu tinha falado que ainda não tinha visto e ele me zuou falando que eu estava atrasada, eu disse tudo bem não me amarro muito a isso.
Ah! O nome dele é Caio, menino gente fina, gostei dele...
Enquanto isso a Bruna fiscalizava tudo pra que nada fugisse do controle e a Fernanda dançava feito uma doida a som de Skrillex, praticamente todos os meninos da festava estavam pagando um pau pra ela, isso é normal praticamente todas as vezes que resolvemos sair pra alguma balada é a mesma coisa.
É impressionante quantas pessoas a Bruna conhece, parece uma deputada ou algo desse tipo; estamos próximo da meia noite eu e o caio continuamos a conversar...
A Fernanda vive a base de energéticos é impressionante!
Oh menina elétrica tá louco!
Há alguns minutos para meia noite o caio me beija... ficamos da varanda do AP observando as estrelas e mar que agora estava escuro, foi o tempo de olhar para o relógio e ver a hora, faltavam cinco minutos para a meia noite.
Pedi um minuto para o caio para que eu pudesse procurar a Bruna para avisa-la... eu a encontrei na cozinha abrindo as garrafas de champanhes, nessa brincadeira já restava dois minutos para meia noite, eu pude perceber que o Caio estava vindo em minha direção, ele ajudou abrir as garrafas que ainda faltavam...
Foi o tempo de a Bruna ir até o meio da sala e desligar o som, e se abriu a contagem... minutos depois estávamos nós três no meio da sala abraçadas, desejando um ano maravilhoso pra cada uma, depois abracei o Caio e fomos para a varanda, quer dizer, tudo mundo foi para a varanda ver a queima de fogos, a queima de fogos demorou uns 10 minutos.
Chamei as meninas para gente ir ao mar fazer os nossos pedido e dar uma volta pelo o calçadão, o Caio acompanhou a gente contei pra ele um pouco das coisas que a gente faz em São Paulo, ele prometeu em me ver nos próximos dias antes da nossa volta para São Paulo, eu disse pra ele que melhor não... prometi que entraria em contato com ele quando o quisesse vê-lo, não quis o ofender, apenas não quis dar falsas esperanças pra ninguém.
Tinha que me focar daqui três dias eu estaria de volta a São Paulo, as meninas já me conhecendo nem se queixaram da minha atitude, a Bruna conheceu o Caio através de um amigo deles em comum, com certeza terá um contato novamente.
Bom pessoas esse foi o meu ano novo, espero que o ano novo de vocês tenha sido maravilhoso também, assim que chegar em São Paulo eu escrevo mais pra vocês.
Quero agradecer por vocês terem me aturado nesse ano de 2012, que a luz da paz e amor brilhe sobre a vida de cada um de vocês.
Beijos Verônica.

...











Pela primeira vez na vida eu pensei que iria perdê-la de verdade.
Tudo foi muito rápido, eu e a Fernanda não sabemos o que fazer, a Fernanda não para de chorar... Ai como o barulho desse aparelho me incomoda!
Não ligarei para a Bernadete, não quero trazer mais problemas para ela e para a senhora Filomena...
Sua burra porque você fez isso com a gente?
Agora você tá ai cheia de aparelhos, que merda!
Eu tenho que me controlar se não a Fernanda vai perder o chão... tenho que me manter forte... sua idiota!
Pelo menos você me fez me tornar forte para momentos como esses...
Eu devo estar super irritada ou realmente esses médicos adoram fazer com que a gente fique angustiada, espero uma noticia, não sei se devo ligar para a mãe dela...

17 de dez. de 2012

Contos Secretos de Verônica capítulo 12 (Streets Bloom)


Como eu havia prometido a Bernadete, ela veio até a minha casa.
Ela pode reparar nos meus LP’S , CDs, DVD’s,  fotos na cabeceira da cama, quadros espalhados pelo quarto e sala.
Nós tivemos tempo o bastante para relatarmos um pouco mais das nossas vidas, apesar da nossa diferencia social, no fundo somos quase irmãs; irmãs que não tivemos.
A história de vida de nós duas é cheia de marcas, arranhões feitos por muita dor; ter sido abandonado pelo meu pai e com a minha mãe tendo de preencher os dois papéis foi muito difícil no inicio pra mim.
É muito duro para uma criança, não ter esse respaldo de uma figura masculina na sua vida, porque ele acaba sendo a pessoa que te impõe uma autoridade maior do que a mãe.
A minha mãe, a sua mãe (leitor) e a mãe da Bernadete só muda de endereço, as reações e as privações são praticamente as mesmas.
Ela sempre vai nos orientar com quem andar e não andar, vai ser o toque mais doce e sutil dentro de casa, vai ser a mulher que você deseja ser quando for adulta, talvez não no que diz respeito a ser subjugada, humilhada, traída; mas, tudo se justifica com o amor e a dedicação aos filhos.
Eu e a Bernadete falamos muito sobre as nossas mães e, de como nós não gostaríamos ter que passar pelo o que elas passaram.
Muitas vezes eu me questiono se ter me tornado uma mulher depende foi a melhor escolha pra mim, mas, quando eu olho pra minha mãe eu vejo que esse caminho é o melhor sem dúvida alguma, hoje eu tenho o meu apartamento, tá que não é grande coisa, só que é meu.
Não quero ser um espelho para Bernadete no que se diz respeito de sair de casa e tentar a sua vida sozinha, o que eu pude orientar em questão é de quando ela for tomar essa atitude que esteja  muito segura de si.
Expliquei de como é muito importante a minha amizade com a Bruna e com a Fernanda, falei um pouco de como são as coisas na faculdade e no meu trabalho de fotografa, trabalhar perto de casa é uma puta vantagem.
Quando se tem alguém pra se compartilhar as coisas, tudo fica mais leve, não tenha dúvida disso.
Depois de uma longa conversa sobre muitos assuntos e garrafas de vinhos pelo chão da sala, e de ter escutado muitos CD’S e LP’S, nos sentimos muito cansadas; eu tenho um colchão extra guardado e o cedi para que a Bernadete pudesse dormi na sala, peguei alguns edredons, ela ficou toda empacotada, fomos dormi já era quase 4 horas da manhã de um sábado para domingo chuvoso; prometi que se o tempo não estiver chovendo eu iria leva-la pra conhecer o Parque do Trianon e o vão do MASP, eu aproveitaria para tirar algumas fotos dela e com ela.
Foi difícil levantar cedo, o domingo estava nublado e aquele friozinho típico do mês de Dezembro, a Bernadete acordou de bom humor e super animada com a ideia de sair pra conhecer um pouco mais da região e de tirar algumas fotos.
Havia chovido a madrugada toda, eu não estava no melhor dos meus dias em questão de coragem pra fazer algo, decidi tomar uma ducha quente pra ver se o ânimo iria se possuir de mim.
Bernadete foi arrumando as coisas deixando tudo no lugar, ela queria prepara o café da manhã, eu lhe dei algumas coordenadas pra ela poder adiantar um pouco as coisas para o café da manhã.
Por incrível que pareça não acordamos muito tarde, era 11 da manhã e é de hábito já acorda ligando o rádio, decidi colocar o meu mp4 com a seleções de algumas músicas que iam de Chico Buarque à Pearl Jam.
O banho foi algo formidável pra mim, revigoro as minhas energias... tomamos o nosso café da manhã e a Bernadete decidiu tomar banho também, emprestei uma toalha para ela, enquanto ela tomava o seu banho eu preparei a minha câmera, peguei a minha blusa vermelha de capuz uma calça jeans e o meu all star marrom.
Assim que a Bernadete terminou o seu banho e se trocou, pegamos o caminho da rua, já era por volta das 13h30min, subimos a Augusta e em menos de 5 minutos já estávamos na paulista toda decorada para as festas do fim de ano, a Bernadete se virou e me falou que era a primeira vez que via de perto essas decorações que antes só via pela TV, então vocês já imaginem como foi à reação dela ao ver Avenida Paulista toda decorada, andamos em direção ao Trianon para fazer uma sessão de fotos e usaria a Bernadete como a minha modelo, como de costume houve muitas risadas, porque a Bernadete não sabia quais poses fazer, eu tive que ir falando as poses pra ela fazer, depois de ter terminado a sessão de fotos especiais com a Bernadete continuei tirando fotos desde das decorações da Avenida como de um grupo que tocava dentro do Parque; expliquei um pouco pra ela sobre a existência do parque no meio de tanto concreto e assas falto, me senti uma guia turística (risos) foi bem engraçado.
Depois fomos para o vão do MASP, onde também aproveitei e tirei algumas fotos dela e de tudo ao redor, lhe contei um pouco do MASP e das muitas manifestações que até hoje acontecem no vão, depois de mais fotos e risadas fomos dar uma conferida bem rápida na ferinha do Trianon, ela se apaixonou por um monte de coisa, eu decidi em lhe dá uma mandala de recordação.
Tínhamos que voltar pra casa, estava dando a hora de Bernadete ir pra casa, já ia dar 16h00min, ela voltou pegou as suas coisas e decidi fazer um pedido de um yakissoba antes dela ir; ela me disse que nunca havia comido, acabei achando justo dá pra ela essa experiência.
Ela acabou adorando tudo durante o final de semana, como dá última vez creio que trouxe pra ela novas experiências para a sua vida e quem sabe ampliei um pouco mais a sua visão.
Assim que ela chegou em casa me ligou avisando que correu tudo bem na sua volta.
A Bernadete tem me mostrado um lado mais humano em mim.
Beijos a todos
Verônica 

28 de nov. de 2012

Balanço do ano


Não estou aqui pra falar sobre terremotos, ou coisas do tipo.
Apesar de terem tidos muitos desastres naturais nesse ano.
Mas, vamos falar do meu ano, vamos falar de coisas mais pessoais.
De quantas vezes que eu cai e levantei.
Eu tenho o dom de construir a minha vida, com os destroços de construções que eu mesmo destruí ou foram destruídas por alguém.
Quantas vezes eu falei: “Eu te amo” esse ano?
Não sei exatamente, mas, foi menos que no ano passado.
Quantas foram às vezes que me enfureci nesse ano?
Muitas, mas, do que no ano passado, muitas dessas vezes eu poderia ter evitado.
Tenho tatuagens novas pelo corpo, sinais de coisas novas e de novas motivações.
O meu talento em ser otário creio que tenha aumentado, porém, me julgo mais esperto que no ano passado, não para todas as coisas, mas, para uma grande parte.
Quantas experiências novas as quais eu compartilhei esse ano?
Quantos sorrisos divididos?
Quantas sms, enviados e recebidos!
Continuo com o talento de fazer com que as pessoas queiram ficar perto de mim, isso é ótimo!
Animais novos? Nem tantos assim!
Esse circulo anual de nossas vidas não é um tanto quanto engraçada?!
Não sei pra você, mas, pra mim nos faz ver como agimos no decorrer do ano e no que podemos mudar e melhorar.
Devo confessar, que foi um ano que chorei muito, senti muita ausência e por consequência a saudade grita dentro de mim.
Se eu sou uma pessoa orgulhosa?
Olha, não sei, eu vejo isso mais como amor próprio do que como orgulho.
O ano está próximo do fim e, já começo o projetar, espero que eu consiga alcançar todos os objetivos traçados.
Se pelo menos 70% dele for alcançado estarei muito feliz.
Que o próximo ano venha rápido, pois, estou muito ansioso, para as novas promessas e conquistas.

26 de nov. de 2012

A minha falência

A ausência me enfurece, ela também me entristece.
Digo que o meu corpo foi a óbito por carência múltipla de todos os órgãos.
Posso ser considerado boêmio, irreverente, mas, sou pobre, não possuo grandes coisas.
O que eu tenho de mais valioso é o meu coração, ele já pensou em se aposentar, estamos em decadência, precisamos de um grande investidor para lhe manter vivo.
Meus recursos financeiros estão escassos, vivo numa dureza, tenho até pensado em barganhar a minha alma.
Eita ausência que me levou a falência, hoje me pego contando moedas para ter uma condução para poder brincar com o meu coração.
A Falência e a decadência me levam a cometer a desobediência de viver largado nesse chão contando moedas.
Talvez, eu esteja condenado a viver nessa condição...
Não tenha um dia que alguma alma caridosa, que passe por mim não me olhe e me sentencie, ou apenas balance a sua cabeça e deposite algumas moedas em meus bolsos.
E assim se faz a minha falência... não preciso da sua compaixão, mas, se você souber como eu faço pra encontrar essa ausência aceitarei a sua ajuda.

15 de out. de 2012

Contos Secretos de Verônica capitulo 11


Os olhos da Bernadete estão hipnotizados com a malemolência do corpo da Céu... ela se mexe pra lá, ela se remexe pra cá.
Os lábios de Bernadete estão semiabertos... as luzes do palco refletem em seus olhos.
Ela assiste tudo com um silencio de admiração e surpresa, seu corpo se movimenta conforme a cada arranjo tocado.
O efeito sonoro em seu corpo abalam todas as suas estruturas físicas e emocionais.
Apesar da viagem que foi feita para que ela pudesse ter chego em Itaquera, saindo da sul para cá.
Creio que foi bem recompensado... os elogios com o fim do show foram intermináveis, surgiu até da boca da Bernadete uma parceria entre a Céu e a Flora Mattos, seria algo sensacional sem dúvida.
As quase três conduções para chegarem até Itaquera serão refeitos para a nossa volta pra casa.
Em nossa volta a conversa foi algo mais para comentários sobre o show; levando em consideração que foi a primeira que a Bernadete atravessa a cidade e temos  saído para longe da sua quebrada, teve um saldo bem positivo.
Fico com a sensação de dever cumprido e de ter acrescentado mais arte pra sua vida que já é cheia dela.
Bernadete ficou feliz em saber que a Céu é de Sampa, ficou mais impressionada ainda pela maneira que ela leva o público e pela sua emoção e entrega no palco, ela adorou “retrovisor” disse que tem muito haver com ela essa música.
Prometi para Bernadete um novo rolé, só que agora lá pra casa, assim poderemos ouvir alguns LP’s antigos que eu possuo.
É engraçado ter passado esse domingo com a Bernadete o sol de domingo estava lindo, mas, que apesar dele, estava aquele friozinho de outono.
O fato de ter ela como “aliada” agora me faz enxergar a vida de uma maneira menos pesada, a simplicidade que já possuía pode estar crescendo com esse convívio.
Os pensamentos ruins que antes habitavam a minha mente, agora foram para longe, me sinto como uma arvore centenária cheia de vida e vigor para viver muita coisa em minha vida.
E dessa forma, foi o primeiro rolezinho oficial com a Bernadete... ah! ela chegou bem em casa, acabei de ligar pra ela e disse que chegou bem e adorou o nosso passeio de hoje e que possamos ter mais como esse.
Fico muito feliz em fazer parte da felicidade de alguém... assim sou eu
Verônica a única e inigualável.