29 de jun. de 2015

Os contos não tão secretos de Verônica

Estou andando pela estrada, estou descalça, o chão está molhado, o em ambos os lados do acostamento está a mata atlântica, uma neblina forte, ouço o som do vento a soprar, a brisa é bem amena.


A cada passo que dou é como se um portal fosse aberto, não sei em que direção estou indo, estou apenas seguindo os meus instintos, de repente o meu coração acelera, sinto uma dor, bom, não sei sem seria a definição correta, acho que o mais apropriado seria dizer um desconforto... ando mais alguns metrôs, de repente vejo um carro capotado no acostamento, vou me aproximando e sinto que cada vez que me aproximo me falta mais o ar...
O telefone toca... eu desperto com as mãos frias e com o coração acelerado, atendo o telefone, é a Fernanda, sinto em sua voz algo diferente... me apresso em questionar o que esta acontecendo, ela me responde que a Bruna sofreu um acidente de carro, simplesmente deixo o telefone cair, ouço a Fernanda gritando do outro lado perguntando: “ Verônica?! Alô Verônica, você ta ai?”  sinto como se o botão de desligar o meu cérebro tivesse sido acionado, levo segundos pra poder assimilar... depois de um certo tempo eu consigo voltar a sim e respondo a Fernanda que estou aqui.
Digo pra Fernanda passar aqui em casa pra gente ir logo ver como a Bruna está.
Ir em hospital nunca foi meu forte, sempre que pude eu evito de ir... odeio esse ambiente de hospital, sei lá, me remete a coisa ruim.
A Fernanda aparenta está mais abalada do que eu, eu tenho que me manter forte, ser forte, vamos em direção a recepção pra perguntar em que quarto a Bruna estava, ai então fomos informadas que ela estava na UTI e que não poderia receber visitas,  insistimos que só gostaríamos de vê-la não precisaria nem entrar na sala...
Ali estava ela, respirando por aparelhos, foi uma das cenas mais terríveis que eu poderia ver na minha vida naquele momento.
Mais uma vez eu tive que segurar pra não deixar as lágrimas escorrerem pois, a Fernanda estava ali comigo, mas, a minha vontade era abraça ela e apenas chorar, me restringir em apenas segurar a sua mão, era visível o abalo emocional dela, aquilo partia mais ainda o meu coração, não sabíamos o que havia acontecido direito, mas, isso também não importava agora, o que nos importava era o estado de saúde da Bruna; nos sentimos impotentes diante da situação,  não tínhamos o que fazer, se não apenas aguardar, a Fernanda me olhou pra mim e disse: “Quem vai dar a notícia pra mãe dela?”
Eu gelei na hora, puts, a mãe dela ainda não sabe, como eu pude me esquecer desse detalhe?!
Levei um bom tempo pra criar coragem e ligar pra ela, tive que manter a calma na voz e passar tranquilidade, expliquei toda a situação, disse pra não se preocupar que a gente já estava aqui com ela, mas, sabe como são as mães ainda mais quando se trata de uma cria dela, não tive argumentos muitos convincentes para que ela não vir, apesar de tudo ela parece estar calma, fiquei de explicar tudo melhor quando ela chegasse.
Ela chegou... 

16 de out. de 2014

Eu... Ela...


Eu digo: Praia
Ela diz: Estrelas
Eu digo: Amor
Ela diz: Eterno
Eu digo: Sorrir
Ela diz: Você aqui
Eu digo: Natiruts
Ela diz: deitar na rede e ouvir o som dos pássaros
Eu digo: remar
Ela disse: idiota
Eu digo: Meus pés seguem os seus
Ela diz: Abrir os braços e sentir a energia da vida
Eu digo: Feche os olhos
Ela diz: verbalize
Eu não digo nada dessa vez, só a beijo
Ela diz: desejos
Eu digo: realizações
Ela diz: luau
Eu digo: Chega desse jogo de palavras...
Ela não diz nada, apenas me derruba na areia
Eu digo: Trapaceira
Ela disse: não, não, esperta
Eu digo: Recordações
Ela diz: Canções
Eu digo: morada no céu
Ela disse: o quintal é a praia
Eu me canso e decido sentar e ficar olhando as ondas se arrebentarem nas rochas
Ela também senta ao meu lado e envolve os seus braços pelo o meu corpo
Eu a olho e digo: Seus olhos são o meu farol

Ela diz: Meu coração é a sua correnteza
Eu digo: Meus sonhos é um barquinho nessa imensidão
Ela disse: Eu sou a capitã
Eu digo: Eu sou o leme
Ela diz: Sou a lua
Eu digo: Sou o astro rei
Ela diz: O nosso amor é o eclipse

8 de set. de 2014

?

Há meses que não escrevo nada, há meses que não paro pra transcrever ou colocar pra fora tudo que venho carregando por todo esse tempo.
Existem tempos difíceis, tempos de alegria e felicidade, tempo do silêncio, tempo do sofrimento.
Não me escondo atrás das palavras que são escritas e não ditas, não seja a minha defesa, ou seja... sei lá!
Quantas vezes temos que nos reinventar? Quantas serão ou são as tentativas não frustradas até que exista um acerto?
Qual é o grau de ânimo que temos que tomar para poder levantar a cada dia?
Quantas serão às vezes em que pensamos em fazer algo e no meio do caminho pensamos melhor e deixamos de fazer?
O silêncio também diz.
Minhas mãos podem estar longe de muitas coisas e nem alcança-las em muitas das vezes.
Eu não sei a resposta de muitas das perguntas, que eu mesma me faço.
Não sou feito de certezas, mas, de convicções.
Tenho me resumido em muitas das vezes na comunicação não verbal, até mesmo pela preguiça de discussões desnecessárias ou expor coisas também desnecessárias.
O olhar para dentro de si e perceber as potencialidades, isso é um desafio.
Me deixa com o silêncio, me deixa com as meias palavras, ou simplesmente me deixa no meu canto em silêncio.
Se quiser se aproximar saiba como fazer, eu não sou um mistério difícil de desvendar.
Não faça das palavras algo vazias, prefiro que demonstrem mais do que digam, o discurso não me convence, é necessário algo bem maior.
Não peço grandes encenações teatrais, apenas atitudes que transmitam e demostrem o que está querendo ser transmitido, eu conheço a essência das coisas, só me faço de tolo ou “lerdo”.
Sigo observando, sigo a diante, não espero nada de ninguém até mesmo pra não criar falsas expectativas e esperanças em algo que no fim será frustrada de uma forma ou de outra.
Não me leve na conversa, porque isso não será o suficiente como eu disse antes...
Como é bom poder me expressar, colocar pra fora, mas, sem ter que ferir alguém com as minhas palavras, pode não parece grosseria, apesar deu ser um grosseiro em algumas vezes...
Faço da vida como uma tela em branco, a qual eu quero brincar com ela, quero sentir ela, quero experimentar, quero me borrar, quero observar... não me entenda apenas nas entrelinhas, isso é tão raso, tão superficial...
Sou “complexo” apenas para aqueles me julgam dessa maneira e se você me julga dessa maneira, de fato você não tem nenhuma afinidade comigo ou não me conhece o suficiente, afinidade não se criar com anos, e sim com o despir da alma, quanto você despiu a sua alma para que eu despisse a minha para que você pudesse vê-la?

Perguntas e mais perguntas... esse sou eu, o grande questionador o que não aceita as coisas muito bem, mesmo que não precisa dizer.

27 de jun. de 2013

O Jardineiro


Solo infértil, um sol de lascar na cuca
O suor escapa pelo seu rosto, a sede tá de matar
Existem galos em suas mãos queimadas de sol
Em sua cabeça um chapéu de palha pra proteger do forte calor
Sua roupa está um trapo velho, sua calça rasgada no joelho
Observando essa situação eu posso perceber o quanto é duro esse tipo de trabalho, às vezes decidimos facilmente, nem esperamos o resultado final daquilo que começamos
Uma vez eu resolvi trocar uma ideia como ele, foi quando ele me disse:
“Fiu, não se enxergar o trabalho ardor no começa, leve sua visão para além... além das dificuldades e das derrotas”
Isso me fez meditar... semear amor é da mesma forma
Quando conhecemos alguém é igual uma terra seca, temos que limpar todo o terreno e preparar o solo pra jogar a semente
Por mais ardor que seja manter uma relação, mesmo que a dor lhe faça querer desistir
Olhe para trás e se recorde de como era o seu coração antes de conhecer alguém especial
Dêmos tanto trabalho para ela, muita das vezes ela quis te mostrar ou corrigir, porém, o nosso coração está tão seco quanto o solo em que o jardineiro começou a trabalhar
O seu amor e visão podem fazer a diferença, não deixei que outra pessoa cuide do jardim que você começou a cuidar, a limpar a amar
Não desista de um amor, porque o amor não é fácil e não vem de graça
Quando você pensou em passar o seu jardim para outra pessoa, creio que você tenha percebido todo o trabalho que você teve para ver o resultado final
Não se constrói relacionamento somente com felicidade e presentes, mas, também com as brigas e diferenças sejam elas de pensamentos ou posicionamentos
Eu antes era aquele coração seco em plena decomposição, só que você decidiu em querer cuidar dele, fez aquele trabalho do jardineiro
As orações daquele jardineiro e as lágrimas foram às mesmas que você as derramou entregando tudo nas mãos de Deus
Você foi escolhida para ser a jardineira em minha vida, você semeou o amor e hoje ele brota como uma flor ao amanhecer
Ver uma flor nascer é igual você ver um amor nascer de maneira sincera e pura
Nunca deixe de ser um jardineiro... sempre precisarei de água, sombra e de cortar as pontas pra crescer mais forte e bonito

Creio que hoje estou em boas mãos, tenho um bom jardineiro cuidado de mim, que mesmo com todas as dificuldades não desistiu, persistiu e agora está colhendo os bons frutos

2 de abr. de 2013

The King



Eu poderia ser o rei de quatro reinos, mas, do que me adiantaria ter todo esse poder?
Eu poderia ter os melhores cavalheiros e guerreiros, mas, do que me adiantaria se eu não tivesse uma família?
Do que adiantar ter um lindo quarto e uma cama imensa, se eu não tenho quem possa me esquentar durante a noite?
Muitas foram às lutas que lutei, muitas foram às batalhas que venci e que perdi, tenho tantas marcas pelo corpo, minha alma se assusta durante a noite isso é resultado de memorias estranhas dos campos de batalhas.
Não se pode ser um grande rei, sem antes ter uma grande rainha ao seu lado.
Demorei muito pra encontrar a minha rainha, cavalguei por muitos lugares, visitei terras estranhas, conheci lindas donzelas, mas, nenhuma permaneceu desejando ser a minha rainha.
Foram oferecidas tantas coisas, nunca desejei que tivesse uma rainha por força ou imposição; para se tornar minha rainha tem que se sentir a vontade e desejar compartilhar o meu reinado.
Desejo ter uma linhagem abençoada.
Depois de muita procurar, creio que possa ter encontrado essa rainha, sei que são tempos difíceis muitas das vezes serão necessário eu passar um tempo longe, esse é um peso de ser um rei e ter compromisso com as suas obrigações.
É bom tê-la ao meu lado, é você que suportar minhas loucuras, minhas revoltas, meus anseios.
Sou um rei complicado eu sei, porém, se tiver paciência vai poder observar e ver que eu sou um bom rei e que estou à frente do meu tempo.
Não me considero mal compreendido, apenas alguém com uma visão inovadora das coisas, as minhas conquistas são suas e as suas são as minhas.
Pode parecer que um reinado seja grande demais pra você, só que se você ver por além daquelas montanhas perceberá que é isso que o Criador tem para nós.
Sua companhia é conflitante, porém necessária e me faz refleti sobre minhas decisões e perceber que nem sempre existem decisões imutáveis.
As minhas noites ao seu lado são as melhores, senti o calor do seu corpo e poder deitar sobre ele e te beijar me faz sentir mais humano e não tão duro e intolerável assim.
Se a sua decisão for de realmente ficar, que você tenha consciência das lutas que estão por vim e das guerras que teremos de passar, algumas venceremos e algumas outras perderemos o importante é não desanimar.
Nem sempre um rei toma as decisões certas, por isso uma rainha existe para auxilia-lo e deixar a casa em dia.
Muitas serão as conquista e grande será o nosso reinado, que a nossa linhagem seja abençoada, forte e integra perante o Senhor.
Então, vamos reinar com sabedoria e virtude sempre.

Ass: Seu Rei

Quando escrever?



O poeta escreve sorrindo
O poeta escreve enquanto dorme
O poeta escreve chorando
O poeta escreve olhando para a natureza e a sua beleza
O poeta escreve quando se esta alegre
O poeta escreve quando esta triste
O poeta escreve quando vê a sua companheira tirando a roupa lentamente
O poeta escreve quando faz amor com sua companheira de alma
O poeta escreve quando as coisas estão difíceis
O poeta escreve porque, ele é o portar voz de Deus
O poeta escreve de madruga na frente do computador
O poeta escreve no seu caderno velho, enquanto esta passeando pelo parque num domingo à tarde
O poeta faz amor com os dedos
O poeta desnuda alguém com as suas palavras ao pé do ouvido
O poeta escreve pra se ver livre daquilo que te aprisiona
O poeta é poeta, porque ele pode escrever a qualquer momento independente das circunstancias
O poeta escreve quando vê a pureza de uma criança
O poeta nunca descansa, ele sempre está acordado, atento a tudo
Para o poeta não existe tempo ou espaço
Só existe a vontade e a necessidade
E você ainda me pergunta quando eu escrevo?

26 de dez. de 2012

Contos Secretos de Verônica capítulo 13 a parte final (Sereia)


Em meus ouvidos está o fone de ouvido e as minhas regueiras no meu mp4, a seleção dessa vez foi pesada, de Bob até Ponto.
Enquanto as meninas estão dentro do mar, eu fico aqui apenas observando toda essa paisagem.
Fazia muito tempo que eu e as meninas não viajávamos para o litoral.
Ondas e arrebentações, mais o som do mar ao fundo é algo que me transporta para outro mundo.
Eu havia prometido para Bruna e a Fernanda de passarmos um final de semana no litoral, estou precisando pegar um cor estou muito branca, dizem que o sol da praia faz bem pra saúde estou acreditando nisso.
Lá vêm as duas figuras saindo do mar, combinamos de irmos almoçar num restaurante de frutos do mar próximo a praia mesmo, não sou muito fã desse tipo de comida, mas, não recuso uma boa porção de camarão e um pouquinho de limão por cima pra dar aquele saborzinho.
Como de ritual pedimos umas cervejas e brindamos a nossa saúde e as realizações para o próximo ano.
Nós estamos hospedadas no AP da irmã da Bruna, lá é grande e tem uma piscina, para nós três é tipo uma mansão comparada com o meu AP na Augusta.
Nossa viagem foi depois do natal, até porque a Fernanda trabalhou na véspera e conseguiu uma folga pra virada do ano.
As cidades do litoral ficam entupidas nessa época, até pra comprar um pão na padaria leva horas numa fila, o importante de que até de horas como essas fazemos tudo virar uma diversão.
...
Depois de muito sol, água, e praia chegamos finalmente no dia 31 de dezembro de 2012, esse é o último dia do ano; nós temos uma “mania” de todo término e começo de ano escrever o que queremos realizar no ano seguinte, chegou a hora de lermos o que escrevemos no ano passado sobre as perspectivas e objetivos para 2012.
Rimos muitos como a nossa caixa de desejo, e podemos perceber que a coisa em comum entre a gente foi que pudéssemos compartilhar mais coisas juntas e realmente isso aconteceu.
Não vou entrar em detalhes mais pessoais que cada uma escreveu; eu consegui o meu emprego e ajudar alguém (Bernadete) achei uma pena ela não poder vim, mas, com certeza numa próxima ela estará conosco.
Depois de feito esse ritual chegou o momento de nos trocarmos e colocar as nossas roupas novas para a virada do ano; eu que não vou passar vestida toda de branco, eu não quero ser a loira do banheiro e nem uma mãe de santo!
E não queiram saber qual for a cor da minha calcinha, que coisa feia meninos, se enxerguem né?!
A Bruna convidou algumas pessoas que conhece por aqui, como de costume os meninos ficaram responsáveis pelas bebidas e nós por alguns salgados.
Nessa dos meninos trazerem bebidas, eu vi de tudo, desde de Vinho do porto até Absolut, deixei a minha câmera carregando porque eu não quero perder por nada  os PTs que vão rolar.
Ai meu deus, a Fernanda tá toda de vermelho, essa tá querendo uma paixão porque não é possível, até o salto é vermelho, unha vermelha e lê lê.
Eu soube por parte da Bruna que ela até convidou um professor de surfe, um salva vidas... isso aqui tá mais parecendo uma despedida de solteiro do que qualquer outra coisa, de repente o Mario resolva colar com o Luigi pra salvar a princesinha!
Hehehehehe
Como vocês sabem, eu aprecio um bom vinho e acabei fazendo uma certa amizade com um dos meninos que trouxe um vinho Bordeaux, tivemos um tempo pra falar sobre um pouco de vinhos e literatura estrangeira, falamos também sobre séries de tv de gostávamos de assistir, ele comentou sobre The Walking Dead, eu tinha falado que ainda não tinha visto e ele me zuou falando que eu estava atrasada, eu disse tudo bem não me amarro muito a isso.
Ah! O nome dele é Caio, menino gente fina, gostei dele...
Enquanto isso a Bruna fiscalizava tudo pra que nada fugisse do controle e a Fernanda dançava feito uma doida a som de Skrillex, praticamente todos os meninos da festava estavam pagando um pau pra ela, isso é normal praticamente todas as vezes que resolvemos sair pra alguma balada é a mesma coisa.
É impressionante quantas pessoas a Bruna conhece, parece uma deputada ou algo desse tipo; estamos próximo da meia noite eu e o caio continuamos a conversar...
A Fernanda vive a base de energéticos é impressionante!
Oh menina elétrica tá louco!
Há alguns minutos para meia noite o caio me beija... ficamos da varanda do AP observando as estrelas e mar que agora estava escuro, foi o tempo de olhar para o relógio e ver a hora, faltavam cinco minutos para a meia noite.
Pedi um minuto para o caio para que eu pudesse procurar a Bruna para avisa-la... eu a encontrei na cozinha abrindo as garrafas de champanhes, nessa brincadeira já restava dois minutos para meia noite, eu pude perceber que o Caio estava vindo em minha direção, ele ajudou abrir as garrafas que ainda faltavam...
Foi o tempo de a Bruna ir até o meio da sala e desligar o som, e se abriu a contagem... minutos depois estávamos nós três no meio da sala abraçadas, desejando um ano maravilhoso pra cada uma, depois abracei o Caio e fomos para a varanda, quer dizer, tudo mundo foi para a varanda ver a queima de fogos, a queima de fogos demorou uns 10 minutos.
Chamei as meninas para gente ir ao mar fazer os nossos pedido e dar uma volta pelo o calçadão, o Caio acompanhou a gente contei pra ele um pouco das coisas que a gente faz em São Paulo, ele prometeu em me ver nos próximos dias antes da nossa volta para São Paulo, eu disse pra ele que melhor não... prometi que entraria em contato com ele quando o quisesse vê-lo, não quis o ofender, apenas não quis dar falsas esperanças pra ninguém.
Tinha que me focar daqui três dias eu estaria de volta a São Paulo, as meninas já me conhecendo nem se queixaram da minha atitude, a Bruna conheceu o Caio através de um amigo deles em comum, com certeza terá um contato novamente.
Bom pessoas esse foi o meu ano novo, espero que o ano novo de vocês tenha sido maravilhoso também, assim que chegar em São Paulo eu escrevo mais pra vocês.
Quero agradecer por vocês terem me aturado nesse ano de 2012, que a luz da paz e amor brilhe sobre a vida de cada um de vocês.
Beijos Verônica.

...











Pela primeira vez na vida eu pensei que iria perdê-la de verdade.
Tudo foi muito rápido, eu e a Fernanda não sabemos o que fazer, a Fernanda não para de chorar... Ai como o barulho desse aparelho me incomoda!
Não ligarei para a Bernadete, não quero trazer mais problemas para ela e para a senhora Filomena...
Sua burra porque você fez isso com a gente?
Agora você tá ai cheia de aparelhos, que merda!
Eu tenho que me controlar se não a Fernanda vai perder o chão... tenho que me manter forte... sua idiota!
Pelo menos você me fez me tornar forte para momentos como esses...
Eu devo estar super irritada ou realmente esses médicos adoram fazer com que a gente fique angustiada, espero uma noticia, não sei se devo ligar para a mãe dela...

17 de dez. de 2012

Contos Secretos de Verônica capítulo 12 (Streets Bloom)


Como eu havia prometido a Bernadete, ela veio até a minha casa.
Ela pode reparar nos meus LP’S , CDs, DVD’s,  fotos na cabeceira da cama, quadros espalhados pelo quarto e sala.
Nós tivemos tempo o bastante para relatarmos um pouco mais das nossas vidas, apesar da nossa diferencia social, no fundo somos quase irmãs; irmãs que não tivemos.
A história de vida de nós duas é cheia de marcas, arranhões feitos por muita dor; ter sido abandonado pelo meu pai e com a minha mãe tendo de preencher os dois papéis foi muito difícil no inicio pra mim.
É muito duro para uma criança, não ter esse respaldo de uma figura masculina na sua vida, porque ele acaba sendo a pessoa que te impõe uma autoridade maior do que a mãe.
A minha mãe, a sua mãe (leitor) e a mãe da Bernadete só muda de endereço, as reações e as privações são praticamente as mesmas.
Ela sempre vai nos orientar com quem andar e não andar, vai ser o toque mais doce e sutil dentro de casa, vai ser a mulher que você deseja ser quando for adulta, talvez não no que diz respeito a ser subjugada, humilhada, traída; mas, tudo se justifica com o amor e a dedicação aos filhos.
Eu e a Bernadete falamos muito sobre as nossas mães e, de como nós não gostaríamos ter que passar pelo o que elas passaram.
Muitas vezes eu me questiono se ter me tornado uma mulher depende foi a melhor escolha pra mim, mas, quando eu olho pra minha mãe eu vejo que esse caminho é o melhor sem dúvida alguma, hoje eu tenho o meu apartamento, tá que não é grande coisa, só que é meu.
Não quero ser um espelho para Bernadete no que se diz respeito de sair de casa e tentar a sua vida sozinha, o que eu pude orientar em questão é de quando ela for tomar essa atitude que esteja  muito segura de si.
Expliquei de como é muito importante a minha amizade com a Bruna e com a Fernanda, falei um pouco de como são as coisas na faculdade e no meu trabalho de fotografa, trabalhar perto de casa é uma puta vantagem.
Quando se tem alguém pra se compartilhar as coisas, tudo fica mais leve, não tenha dúvida disso.
Depois de uma longa conversa sobre muitos assuntos e garrafas de vinhos pelo chão da sala, e de ter escutado muitos CD’S e LP’S, nos sentimos muito cansadas; eu tenho um colchão extra guardado e o cedi para que a Bernadete pudesse dormi na sala, peguei alguns edredons, ela ficou toda empacotada, fomos dormi já era quase 4 horas da manhã de um sábado para domingo chuvoso; prometi que se o tempo não estiver chovendo eu iria leva-la pra conhecer o Parque do Trianon e o vão do MASP, eu aproveitaria para tirar algumas fotos dela e com ela.
Foi difícil levantar cedo, o domingo estava nublado e aquele friozinho típico do mês de Dezembro, a Bernadete acordou de bom humor e super animada com a ideia de sair pra conhecer um pouco mais da região e de tirar algumas fotos.
Havia chovido a madrugada toda, eu não estava no melhor dos meus dias em questão de coragem pra fazer algo, decidi tomar uma ducha quente pra ver se o ânimo iria se possuir de mim.
Bernadete foi arrumando as coisas deixando tudo no lugar, ela queria prepara o café da manhã, eu lhe dei algumas coordenadas pra ela poder adiantar um pouco as coisas para o café da manhã.
Por incrível que pareça não acordamos muito tarde, era 11 da manhã e é de hábito já acorda ligando o rádio, decidi colocar o meu mp4 com a seleções de algumas músicas que iam de Chico Buarque à Pearl Jam.
O banho foi algo formidável pra mim, revigoro as minhas energias... tomamos o nosso café da manhã e a Bernadete decidiu tomar banho também, emprestei uma toalha para ela, enquanto ela tomava o seu banho eu preparei a minha câmera, peguei a minha blusa vermelha de capuz uma calça jeans e o meu all star marrom.
Assim que a Bernadete terminou o seu banho e se trocou, pegamos o caminho da rua, já era por volta das 13h30min, subimos a Augusta e em menos de 5 minutos já estávamos na paulista toda decorada para as festas do fim de ano, a Bernadete se virou e me falou que era a primeira vez que via de perto essas decorações que antes só via pela TV, então vocês já imaginem como foi à reação dela ao ver Avenida Paulista toda decorada, andamos em direção ao Trianon para fazer uma sessão de fotos e usaria a Bernadete como a minha modelo, como de costume houve muitas risadas, porque a Bernadete não sabia quais poses fazer, eu tive que ir falando as poses pra ela fazer, depois de ter terminado a sessão de fotos especiais com a Bernadete continuei tirando fotos desde das decorações da Avenida como de um grupo que tocava dentro do Parque; expliquei um pouco pra ela sobre a existência do parque no meio de tanto concreto e assas falto, me senti uma guia turística (risos) foi bem engraçado.
Depois fomos para o vão do MASP, onde também aproveitei e tirei algumas fotos dela e de tudo ao redor, lhe contei um pouco do MASP e das muitas manifestações que até hoje acontecem no vão, depois de mais fotos e risadas fomos dar uma conferida bem rápida na ferinha do Trianon, ela se apaixonou por um monte de coisa, eu decidi em lhe dá uma mandala de recordação.
Tínhamos que voltar pra casa, estava dando a hora de Bernadete ir pra casa, já ia dar 16h00min, ela voltou pegou as suas coisas e decidi fazer um pedido de um yakissoba antes dela ir; ela me disse que nunca havia comido, acabei achando justo dá pra ela essa experiência.
Ela acabou adorando tudo durante o final de semana, como dá última vez creio que trouxe pra ela novas experiências para a sua vida e quem sabe ampliei um pouco mais a sua visão.
Assim que ela chegou em casa me ligou avisando que correu tudo bem na sua volta.
A Bernadete tem me mostrado um lado mais humano em mim.
Beijos a todos
Verônica 

28 de nov. de 2012

Balanço do ano


Não estou aqui pra falar sobre terremotos, ou coisas do tipo.
Apesar de terem tidos muitos desastres naturais nesse ano.
Mas, vamos falar do meu ano, vamos falar de coisas mais pessoais.
De quantas vezes que eu cai e levantei.
Eu tenho o dom de construir a minha vida, com os destroços de construções que eu mesmo destruí ou foram destruídas por alguém.
Quantas vezes eu falei: “Eu te amo” esse ano?
Não sei exatamente, mas, foi menos que no ano passado.
Quantas foram às vezes que me enfureci nesse ano?
Muitas, mas, do que no ano passado, muitas dessas vezes eu poderia ter evitado.
Tenho tatuagens novas pelo corpo, sinais de coisas novas e de novas motivações.
O meu talento em ser otário creio que tenha aumentado, porém, me julgo mais esperto que no ano passado, não para todas as coisas, mas, para uma grande parte.
Quantas experiências novas as quais eu compartilhei esse ano?
Quantos sorrisos divididos?
Quantas sms, enviados e recebidos!
Continuo com o talento de fazer com que as pessoas queiram ficar perto de mim, isso é ótimo!
Animais novos? Nem tantos assim!
Esse circulo anual de nossas vidas não é um tanto quanto engraçada?!
Não sei pra você, mas, pra mim nos faz ver como agimos no decorrer do ano e no que podemos mudar e melhorar.
Devo confessar, que foi um ano que chorei muito, senti muita ausência e por consequência a saudade grita dentro de mim.
Se eu sou uma pessoa orgulhosa?
Olha, não sei, eu vejo isso mais como amor próprio do que como orgulho.
O ano está próximo do fim e, já começo o projetar, espero que eu consiga alcançar todos os objetivos traçados.
Se pelo menos 70% dele for alcançado estarei muito feliz.
Que o próximo ano venha rápido, pois, estou muito ansioso, para as novas promessas e conquistas.

26 de nov. de 2012

A minha falência

A ausência me enfurece, ela também me entristece.
Digo que o meu corpo foi a óbito por carência múltipla de todos os órgãos.
Posso ser considerado boêmio, irreverente, mas, sou pobre, não possuo grandes coisas.
O que eu tenho de mais valioso é o meu coração, ele já pensou em se aposentar, estamos em decadência, precisamos de um grande investidor para lhe manter vivo.
Meus recursos financeiros estão escassos, vivo numa dureza, tenho até pensado em barganhar a minha alma.
Eita ausência que me levou a falência, hoje me pego contando moedas para ter uma condução para poder brincar com o meu coração.
A Falência e a decadência me levam a cometer a desobediência de viver largado nesse chão contando moedas.
Talvez, eu esteja condenado a viver nessa condição...
Não tenha um dia que alguma alma caridosa, que passe por mim não me olhe e me sentencie, ou apenas balance a sua cabeça e deposite algumas moedas em meus bolsos.
E assim se faz a minha falência... não preciso da sua compaixão, mas, se você souber como eu faço pra encontrar essa ausência aceitarei a sua ajuda.

15 de out. de 2012

Contos Secretos de Verônica capitulo 11


Os olhos da Bernadete estão hipnotizados com a malemolência do corpo da Céu... ela se mexe pra lá, ela se remexe pra cá.
Os lábios de Bernadete estão semiabertos... as luzes do palco refletem em seus olhos.
Ela assiste tudo com um silencio de admiração e surpresa, seu corpo se movimenta conforme a cada arranjo tocado.
O efeito sonoro em seu corpo abalam todas as suas estruturas físicas e emocionais.
Apesar da viagem que foi feita para que ela pudesse ter chego em Itaquera, saindo da sul para cá.
Creio que foi bem recompensado... os elogios com o fim do show foram intermináveis, surgiu até da boca da Bernadete uma parceria entre a Céu e a Flora Mattos, seria algo sensacional sem dúvida.
As quase três conduções para chegarem até Itaquera serão refeitos para a nossa volta pra casa.
Em nossa volta a conversa foi algo mais para comentários sobre o show; levando em consideração que foi a primeira que a Bernadete atravessa a cidade e temos  saído para longe da sua quebrada, teve um saldo bem positivo.
Fico com a sensação de dever cumprido e de ter acrescentado mais arte pra sua vida que já é cheia dela.
Bernadete ficou feliz em saber que a Céu é de Sampa, ficou mais impressionada ainda pela maneira que ela leva o público e pela sua emoção e entrega no palco, ela adorou “retrovisor” disse que tem muito haver com ela essa música.
Prometi para Bernadete um novo rolé, só que agora lá pra casa, assim poderemos ouvir alguns LP’s antigos que eu possuo.
É engraçado ter passado esse domingo com a Bernadete o sol de domingo estava lindo, mas, que apesar dele, estava aquele friozinho de outono.
O fato de ter ela como “aliada” agora me faz enxergar a vida de uma maneira menos pesada, a simplicidade que já possuía pode estar crescendo com esse convívio.
Os pensamentos ruins que antes habitavam a minha mente, agora foram para longe, me sinto como uma arvore centenária cheia de vida e vigor para viver muita coisa em minha vida.
E dessa forma, foi o primeiro rolezinho oficial com a Bernadete... ah! ela chegou bem em casa, acabei de ligar pra ela e disse que chegou bem e adorou o nosso passeio de hoje e que possamos ter mais como esse.
Fico muito feliz em fazer parte da felicidade de alguém... assim sou eu
Verônica a única e inigualável. 

2 de set. de 2012

Na casa dos pássaros

Por esses dias caminho olhando para o céu
Que azul!
Ouço os sons deles por todas as partes
Vejo os galhos das arvores e as suas flores
Meus passos fazem um som delicioso enquanto piso em folhas secas
Creio que eu seja um convidado, ou melhor, bem vindo a esse lugar
Só que não tem xicaras, chás, mesas e cadeiras
Porém, tem o sol, o céu azul, as arvores e as folhas
Vocês são de várias cores e tamanhos
Que bom poder fechar os olhos e sentir todos esses sons e sentidos
A minha morada fica trinta minutos daqui, mas, sempre estou por aqui
Eles me pedem pra voltar
Sou um grande observador e admirador desses seres encantadores e cantadores
Deito-me nesse chão de folhas e fico a ver o céu azul
Minhas mãos tocam essas folhas, meus olhos deixam escapar águas salgadas...
Aiiiiiiiiiiiiii! Que vontade de gritar e ser livre como vocês!
Não sou feito pra viver em gaiolas como vocês também não são
Identifico-me tanto, somos tão parecidos, só que não tenho asas e nem moro no alto das árvores, mas, estou há trinta minutos daqui
Eu declamo o meu poema para eles e eles me acompanhando assobiando, formando assim uma linda melodia
Que a minha paz esteja nesses dias com vocês
É bom que quando eu vou embora não preciso apagar a luz
Deixo a luz do sol com vocês

22 de jul. de 2012

Contos Secretos de Verônica parte 10



Domingo!
Ah! Domingo!
Apenas Domingo, não um domingo qualquer, não um domingo igual... “Melhor viver meu bem,
Pois há um lugar em que o sol brilha pra você,
Chorar, sorrir também e depois dançar na chuva
Quando a chuva vem.”
O azul do céu hoje está mais azul!
Ai! Os pássaros cantando, acordei com uma vontade imensa de querer dançar.
Meus pés voam pela casa, típico dia pra ligar pra meninas...
Pensar em coisas boas me faz sentir coisas boas, chega de tristeza não vale a pena se lamentar e se lembrar do passado afinal de contas, ela já se foi se não permaneceu era porque não era pra permanecer.
O dia pede uma saia leve, uma sandália básica e uma flor no cabelo... Ou um laço?!
Poxa vida! Há quanto tempo que eu não ficava assim hein?!
Deixa-me mandar um sms para as meninas pra ver se elas topam um passeio pra hoje... perae... segura ai já volto!
...
Rolezinho confirmado vai ser algo tipo pic nic...
Câmera na mão alguns lanchinhos na cesta, me deixa pegar o meu óculo escuro não saiu sem ele, não aceito sair sem ele e lógico o meu protetor solar.
Correr pelo parque e sentir o vento no meu rosto, os meus cabelos voam numa dança de paz, a Bruna está com o seu guarda – sol chamativo máster, enquanto isso a Fernanda não larga o livro sobre a História da sociedade, que mania de nem mesmo nas férias dá um descanso pra ela mesma, mas, tudo bem, estou com as pessoas que mais amo numa tarde de domingo de sol.
Um carro de algodão doce passa próximo de nós, então eu grito para o rapaz:
“Ei moço do algodão! Me dá um!”
Acabou que eu e as meninas detonamos o algodão doce, cada uma comprou um.
Poder deitar na grama e não pensar em nada e só admirar o azul do céu era o que estava precisando pra essa semana.
Estou ouvindo agora no meu MP4 Marcelo Jeneci (Felicidade), foi um achado recente não o conhecia e acabei me viciando... mês que vem promete vai ter dois Show incríveis da Céu no SESC Itaquera e dos Móveis Coloniais de Acaju no Clube Tietê, adoro muito tudo isso, estou pensando em convidar a Bernadete pra ir ao show da Céu comigo, acho que vai ser uma ótima ideia, ela vai adorar quando eu for de novo visita-la irei fazer esse convite sem dúvida.
Às vezes reclamamos demais da vida, só que ela é tão bela, apesar das minhas cicatrizes em meus pulsos tenho que aprender a valorizar mais as coisas que eu possuo.
Eu sou um pássaro que não pode ser preso, porque sempre existe o desejo dentro de mim de querer voar.
Eu sou um leão que apesar de ter uma aparência dócil, é uma fera que também não pode ser controlada, não devo olhar apenas para os meus problemas, porque eu sei que existem pessoas em situações mais complicadas e difíceis que a minha.
Mas, tudo bem essa é a Verônica, que algumas vezes é complicada, mas, simples também.
Não perca tempo e não gaste a energia de vocês em coisas bobas okay?!
Fica a Dica
Com carinho
Verônica

20 de jul. de 2012

Contos secretos de Verônica parte 9


“É simples, modesto, mas, essa é a minha casa.”
Essa foi à fala da Bernadete, quando abriu a porta da sua casa.
Ela mora e divide o espaço com a sua mãe e mais dois irmãos.
O seu “quarto” é divido com os seus dois irmãos, o seu espaço no “quarto” é bem organizado é até mais organizado que o meu quarto
(hehhehehehe).
O que são sonhos? Todos têm sonhos não é verdade?
O que seria das nossas vidas sem um sonho?
A Bernadete tem uma fala mansa, porém, você consegue perceber um peso nas coisas que ela diz (tipo uma vivência precoce das coisas).
A nossa conversa passeou por vários assuntos, um dos mais interessantes foi na questão musical, ela me “apresentou” coisas novas uma cantora chamada Flora Matos que até então eu não nunca tinha ouvido falar, posso dizer que curti muito o som dela, é um tipo de som que fica na cabeça, fazendo até um trocadinho maneiro eu gostei de uma música dela chamada: “Esperar o sol”, o engraçado que da janela dela dava pra se ver todo o bairro, de onde você consegue ver alguns bares e crianças correndo pela rua e algumas pipas no céu.
Depois expliquei pra ela o que era Indie Rock, ela não tem uma vivência com o Inglês (como se eu manjasse né?), fiquei de trazer algumas coisas no meu MP4 pra poder compartilhar com ela, o que me surpreendeu é o fato que apesar de ser de uma família simples eles possuem computador e tevê a cabo (como eles dizem por lá Tevê a gato), conversando com ela eu disse que ela pode se aproveitar muito de ter uma tevê “paga” em casa porque a uma porção de informações importantes que ela consegue via TV “paga”.
Fique também de trazer o livro da Clarice Lispector “A hora da estrela”, lógico que assim que eu terminar né, a Bernadete ficou muito curiosa em saber o resto da história.
Sinto que a Bruna e a Fernanda estão começando a ficar com ciúmes dessa minha amizade com a Bernadete, fiquei muito de cara quando perguntei se ela já foi pra Rua Augusta, pude perceber que ela nunca foi até o centro da cidade pra conhecer o resto da cidade, fica muito evidente que o bairro se torna outra cidade dentro da cidade.
Voltei pra casa com a sensação que temos muitas coisas em comum, a mãe dela ficou muito feliz com a minha visita, me fez até um novo convite dizendo que eu posso voltar sempre que quiser e precisar, me senti muito a vontade fazendo essa visita.
Meu espirito saiu muito fortalecido dessa nova experiência de vida.
Att
Verônica

17 de jul. de 2012

Contos secretos de Verônica parte 8



Dor, dor, dor, sangue muito sangue e remédios espalhados pelo banheiro...  a minha cabeça dói muito esse corte no pulso parece ser bem profundo...
A uma centena de mensagens no meu celular... acordei nos braços da Bruna e da Fernanda tentando me reanimar...
Esse silêncio todo me incomoda profundamente, não ter controle sobre os pensamentos mais profundos e escuros nos faz refém de si mesmo.
Essa dor que eu sinto agora não é uma dor só minha, é uma dor “compartilhada” chega a comover, ter ido à periferia de novo pra visitar aquela garota fez com que o meu mundo caísse...
Ter ouvido a Bernadete e a sua história de vida nos fez se aproximar, creio que eu tenha ganhado uma nova amiga.
Nossas realidades são diferentes, mas, se assemelham; ter ido visita-la abalou o meu lado forte, pude perceber que não sou tão forte assim como imaginava.
Voltei pra casa ouvindo Wem (Borboleta e Everest), essas duas música fizeram com que eu refletisse profundamente acerca de muitas coisas, numa delas é a presença e a ausência do amor em nossas vidas, seja amor de pai, mãe, marido, esposa, filho... quando o amor se ausenta ele nos afeta no mais íntimo de nossas almas.
 Chegando em casa, eu não pude conter as lágrimas, eles caíram sem força-las, minhas mãos procuraram por algo que me trouxesse um conforto... tomei todos os meus calmantes possíveis inimagináveis.
Isso trouxe de novo um hábito que eu havia esquecido... só sentir o prazer de cortar os meus pulsos e sentir o sangue escorrer...
Esta chovendo lá fora e esqueço-me das minhas obrigações, dos meus deveres de tudo... o que de fato eu desejo nesse momento é me apagar, ser apenas um borrão ao vento.
 Tentar ser forte o tempo todo tem dessas coisas, ninguém é forte o tempo todo, meu celular não para de tocar deve ser uma das meninas, porém, resolvo não atender...
Horas depois estão as duas aqui na minha frente cuidado de mim, falando aqueles sermões batidos de sempre, a preocupação esta estampada no rosto de ambas.
Eu sou assim, uma Verônica forte mais frágil quando necessário, e que se acaba se envolvendo demais com os problemas dos outros e misturar os seus próprios problemas com as demais pessoas...
Prometi a Bernadete que voltarei para continuarmos a nossa conversa, a Bruna e a Fernanda vão dormi aqui em casa essa noite pra evitar que eu faça alguma bobagem, fico muito feliz por isso.
A Bruna está deitada no sofá da sala e a Fernanda no chão da sala, só que acabou que ficamos conversando até tarde para ver se o sono chegasse, e ele chegou... é hora de ir dormi tenho uma bateria de medicamentos pra tomar, elas estão me forçando a comer, apesar de não sentir fome...
Chegou a hora de ir dormi e a chuva continua a cair lá fora, sendo um convite para uma noite de sono.
 Não se preocupem comigo, está tudo bem, eu garanto e asseguro vocês disso.
Bjs
Verônica

11 de jul. de 2012

Contos secretos de Verônica parte 7



O mês de junho terminando o mês de julho chegando... época de frio está bem próximo.
Os meus desejos mais escondidos começam a vim à tona, pude perceber que posso prossegui a minha vida tentando não olhar para trás, mesmo que às vezes eu dê uma olhada discreta.
É inconfundível as emoções de um coração que há pouco tempo atrás batia loucamente... às minhas férias da facul já começaram, porém o meu trabalho para o estúdio continua de pé, é bom que assim eu ocupo a minha mente e tento pensar menos em coisas que atormentam a minha mente.
Estou preste a terminar de ler “A hora da Estrela” da Clarice...  aquela personagem sofredora não sai da minha mente, as dores e sofrimentos as quais ela passa são de dar dó.
Tenho aprendido com o tempo pensar menos em mim, tenho tentado abri mais a mente para lugares e dimensões maiores, não posso ficar me lamentando das coisas da minha vida, pois, sei que tem pessoas que passam ou estão numa situação mais complicadas que a minha....  isso me leva a seguinte conclusão que a mente do ser humano é que acaba destruindo ou construindo coisas boas em nossas vidas,  ele vem acompanhado de atitudes as quais nós julgamos certas.
Por esses dias eu acabei indo para região da periferia da Capital no extremo Sul, e percebi que existem garotas com mais experiências de vidas e mais sofridas que a minha, eu posso até me julgar uma privilegiada, tenho a minha casa, um emprego a minha faculdade e minhas amigas; e às vezes na periferia a gente acaba notando que a vida não é tão bela assim, o ser humano nesse sentido é muito egoísta.
A criação que os meus pais me deram fez hoje a diferença na minha humilde vida; acabei criando uma certa amizade com essa garota a qual eu não me recordo o nome... vocês devem estarem se perguntando que trabalho foi esse que acabei indo para  periferia.
Eu fui tirar algumas fotos dos barracos e da estrutura social da periferia, fazendo o contraste com o centro da cidade, aonde teoricamente existe uma abundância de coisas, só que quando nos encontramos num universo totalmente diferente do nosso chega ser uma choque, estou digerindo essa situação toda, incrível como esse trabalho me levou para algo mais profundo, eu fiquei de retornar para conversar com mais com a garota.
Eu contei essa ida para as meninas, elas me apoiaram total, dizendo que seria algo maravilhoso para mim.
Essa situação toda me empolgou mais ainda para continuar a leitura da “A hora da Estrela”....
Ainda não sei se nessas férias eu vou viajar, ainda mais que estamos no outono, o bendito do frio atrapalha para que eu faça uma viagem para litoral.
Parece que dessa vez eu entrei em assuntos mais cabeça e esqueci de falar sobre mim né?
Se isso realmente aconteceu eu peço desculpas, não foi a minha intenção... estou vivendo um momento de encontro pessoal comigo mesmo, espero que isso não leve muito tempo.
Preciso me livrar de muitas coisas que prendem para que eu possa voltar a viver mais “livre”, vocês tem sido uma  ótima companhia, só tenho que agradecer a vocês por terem me suportado até agora, mesmo eu não conhecer o rosto de cada um  e nem se quer a voz de vocês, só que mesmo assim vocês já tem feito parte da minha vida, tenho achado isso ótimo, porque é nesse momento que posso falar de mim sem que ninguém me questione, vocês devem até me questionarem, mas, existe uma compreensão muito grande nesse sentido, sei também que vocês gostariam de saber tudo sobre mim, porém, prefiro que vocês conheçam os meus pensamento e as coisas que eu faço.
Logo em breve  terei mais coisas para compartilhar com vocês.
Volto em breve
Verônica

26 de jun. de 2012

Nuvens rosa



Olhar para o céu e vê-las com aquela cor de algodão doce
É um sinal de que o meu dia será doce
Pode até ser realmente que apesar desse dia frio de inverno as coisas possam esquentar
Essas nuvens que outrora fizera que a minha imaginação de criança visse caras engraçadas no céu
Hoje aos meus 28 anos de idade percebo que muitas coisas ficaram para trás, apesar de algumas coisas ainda estarem vivas dentro de mim
Os meus olhos permanecem os mesmo, só que mudou de fato é a maneira a qual eles hoje enxergam
Quero adocicar a minha vida feito um algodão doce
Essas nuvens rosa são nada além de uma pintura de um quadro o qual Deus decidiu pintar ao acordar
Essas nuvens rosa são um amanhecer de frente ao mar
O barulho dos trilhos soa como uma trilha sonora natural
Esse clima de um domingo de manhã faz disso tudo um romantismo incrível
Voe para longe meus pensamentos, que eles possam encontrar um território novo e mais calmo do que desse mundo aqui em baixo
Faço dos meus pensamentos uma estrada interminável, a qual eu ainda não sei o final, porque ela sempre vive em uma constante construção
Que os meus passos sejam leves, feito o sopro do vento que toca o meu rosto nesse exato momento
Nuvens rosa que vocês não cansem de pintar o quadro da minha vida, quando for possível

2 de jun. de 2012

Contos Secretos de Verônica Parte 6


Tarde de Outono, o sol sorri lá fora... meus pensamentos estão vagando nesse momento, olho para o meu celular existe algumas mensagens dele perdidas.
Todo esse tempo que eu fiquei ausente vivi tantas coisas, tive novas sensações novos sabores e cores.
Parece-me que tudo foi aumentado, como se tudo tivesse sido amplificado, estou bem poética hoje, era algo que não acontecia há muito tempo.
O vento espalha o meu cabelo no meu rosto, acho que vou prendê-lo esta me incomodando.
Semana de provas, a minha vida anda corrido, sempre que eu escrevo pra vocês eu acabo dizendo isso né?
Acho que já está até ficando chato já.
As flores estão se abrindo, é o momento da sua reprodução, assim como é o momento do meu pensamento se reproduzir.
Essa tarde de sábado está tão boa, fazia tempo que eu não sentia as coisas tão ampliadas assim.
O céu esta azul, a minha pele está limpa e o meu coração está livre de toda dor e de incômodos desnecessários.
Minhas promessas estão sendo cumpridas, mesmo que aos poucos, mas, estão sendo cumpridas.
Falta menos de um mês para que eu possa curti mais as minhas amigas e me refrescar numa praia do litoral norte ficando debaixo da uma sombra e tomando uma água de coco pra refrescar.
Meus pés pedem esse alivio, a minha alma está tão transparente por esses dias...
Essa semana de feriado vai ser uma boa saída para o meu descanso.
Creio que a Bruna e a Fernanda venham me visitar e faremos algum programa nesse feriado, a cidade fica tão ótima pra fazer um rolezinho cultural quando fica vazia, o povo parece que tem a mesma ideia sempre, chega ser tão previsível que em feriados prolongados os paulistas gostem de irem para o litoral.
Eu já penso diferente é nesse momento  que devemos aproveitarmos mais a cidade, prefiro ir viajar no meu período de férias escolares, porque realmente posso descansar e me livrar um pouco dessa cidade.
Estou à procura de um emprego de verdade, ainda não encontre um estúdio o qual eu tenha me identificado, creio que seja questão de tempo para que todas as coisas possam ser acertarem de vez.
O meu dia de hoje será admirando essa tarde linda e quem sabe de repente sair pra me distrair um pouco, só que ainda não tenho nada em mente.
De repente eu passe esse sábado sozinha descansando de mim mesma, ouvindo alguns CDs da Adriana Calcanhotto e tomando um vinho e lendo Clarice... é talvez seja assim esse meu sábado, já para amanhã com certeza as meninas vão querer que eu saia com elas, apesar de que amanhã tem a virada sustentável quem sabe de repente eu saia pra tirar algumas fotos pela cidade.
E a previsão do tempo erro novamente, havia falando que o final de semana seria nublado e sem sol, mais uma vez Deus decidiu ri da cara da gente e fazer as coisas ao contrário como sempre né, até porque não sabemos de fato qual é a sua vontade.
Que droga! Ele ainda me manda mensagens no celular...
Vou deixando vocês mais uma vez, preciso fazer algum retoque no cabelo, ainda não sei o que...
Ai ai essa minha beleza me cansa.
Heheheheehehe
Beijos meus estranhos preferidos.
Até breve!
Verônica

16 de mai. de 2012

Contos secretos de Verônica Parte 5

Há semanas que eu não escrevo algo pra vocês,pois, é eu estudo né....eu sei que vocês devem estarem se queixando agora,como eu falei desde do inicio vocês irão me conhecer aos poucos.
Eu faço facul de fotografia; a escolha pela fotografia é porque, ela traduz muitas coisas, assim como a escrita,são duas coisas que amo de paixão.
Mas,calma, não adianta já fica todo(a) empoladinho(a) em saber em qual facul eu estudo,não é bem assim meu bem...
Caraca, estamos há menos de um mês dos dias dos namorados,está ai uma coisa que me deprime muito ultimamente,nunca falei dos meus casos amorosos,não se tem nada pra contar quando as coisas são trágicas e traumáticas.
Só houve um relacionamento que me traz boas recordações e ainda até hoje eu não consigo entender porque não deu certo,eramos felizes,ele me fazia sorrir o tempo todo,me contava coisas sobre a natureza, de como os pássaros viviam e quantos anos as árvores tinham,ele foi um dos responsáveis pela minha escolha pela a fotografia,ele possuía uma mente fotográfica impressionante.
O seu papo era bom, o seu sorriso era o meu sol no final de tarde...nossa to melosa que coisa!
É ele foi capaz de trazer a tona esse meu lado melosa,até hoje não encontrei alguém que fosse capaz de causar tal reação em mim.
Tudo bem que ultimamente eu tenho evitados relacionamentos,eles são muitos complicados existe muitas coisas boas neles,mas,as pessoas tem o Dom ou mania de complicar tudo,sempre é assim.
Aprender viver sozinho é uma boa saída,com o tempo eu aprendi a ser mais individualista e egoísta,não que isso seja algo pra ser louvado, é apenas uma característica minha.
Boas eram as tardes pelos parques,praias, onde ele me acompanhava e eu registrava tudo com a minha câmera e nos divertíamos muito,sem dúvida foi o único, que estava em boa sintonia comigo...meu hábito pela leitura e arte as quais eu já possui, com ele só aumentaram e ganharam uma intensidade maior.
Até o simples hábito de jogar um vídeo game era uma motivo de aventura pra gente,se eu sinto falta disso?
Lógico que eu sinto,só que como o próprio Darwin diz em sua teoria da seleção natural, onde só os que compartilham dos mesmos objetivos e que possuem uma inteligência e força ficam juntos.
E nem todo mundo é assim,nem tudo mundo completar o outro...e assim eu sigo a minha vida, com um monte de lições pra fazer e algumas fotos para serem tiradas,gosto desse clima frio de fim de tarde de outono,vejo o sol pela janela do meu quarto e o calor que ele me transmiti é impressionante, é sinal de muitas coisas novas e boas que virão sem dúvida alguma.
Ei estranhos,já chega né...desculpa pela demorar eu sei que vocês ficam ansiosos em lerem as coisas que eu escrevo,tentarei não demorar tanto tempo assim pra escrever de novo ok?
Até a próxima
Verônica

14 de mai. de 2012

Menina de pés descalços

Ela se enfeita toda e costumar dançar com a sua saia rodada
Ela tem um sorriso tão brilhante quanto o sol
A janela do seu quarto esta aberta para que o sol possa aquecer a sua pele
Pelo o espelho ela se vê dançando de um lado para o outro
Seus cabelos esvoaçam a cada giro que ela dá
Ela me entorpece a cada novo movimento
Linda é o seu balançar que cadencia o meu coração
Em seu pé direito a uma tatuagem de uma rosa
Pés que a faz voar de um lado para o outro, mau ela toca o chão
Menina de pés descalços que está mais para uma fada do que para uma menina
A sua luz ilumina toda a minha alma
Que essa luz não se apague,mas,que nunca me deixe de me iluminar quando eu mais precisar
Menina de pés descalços eu me jogo ao seu pés,para que ela possam modificar o meu destino
A cada passo que você venha dar, deixe uma novidades pelo caminho